Traição, ambição e a conspiração criada por Marcos de Zumbi em Alagoa Grande

Marcos de Zumbi e Adriano de Ferreirinha (Foto: Reprodução do Facebook).

O dia 1º de janeiro, além de ser marcado como o dia Mundial da Paz, também marca o dia de posse de prefeitos e vereadores em todo Brasil como determina a Constituição brasileira. E, nesta mesma data, também são realizadas as eleições para presidentes nos Poderes Legislativos Municipais.

Em Alagoa Grande, especificamente, houve a posse do prefeito Sobrinho que derrotou fragorosamente o ex-prefeito Bôda com mais de dois mil votos de diferença na eleição municipal. Mas o fato que chamou atenção mesmo foi a eleição da Câmara Municipal quando já se tinha dado como certa, e de forma consensual, as vitórias de Fernando Fortunato e Cláudio Barbosa, ambos para o primeiro e segundo biênio respectivamente.

Mas o que pouca gente esperava foi o boicote do vereador Marcos de Zumbi, pois, até aquele momento, Marcos era da mais inteira confiança do Deputado Bosco Carneiro e Sobrinho, e até já havia participado de todas as reuniões do grupo político, inclusive colaborando nas articulações. Porém, de forma ardil e conspiratória, no dia da eleição, uniu-se a mais cinco parlamentares que se enclausuram em local desconhecido e, ao que parece, desligaram todos os celulares, para que de forma traiçoeira armassem contra o grupo político do prefeito. E, dessa forma, tornar-se o presidente da câmara municipal, sendo confirmado na solenidade daquela noite.

Para Marcos de Zumbi, assumir a presidência da Câmara pode ter sido um sonho realizado, mas a sua postura conspiratória e desonrosa jamais sairá da memória do povo alagoagrandense.

Mesa diretora para o 1º biênio na Câmara de Alagoa Grande (Foto: Reprodução do Facebook).

Foi um ato típico da velha política lembrando as decisões tomadas na época da ditadura, sem transparência pública, e sem o cumprimento da sua palavra. A pergunta que não quer calar: Por que o vereador Marcos de Zumbi não disse nas reuniões que também tinha interesse de ser candidato dentro do grupo? Aliás, três dias depois das eleições municipais nos encontramos com o agora Presidente Marcos de Zumbi em um almoço, e ele dizia que seria o presidente da Câmara Municipal: “Professor Gildo, anote aí, eu serei o presidente da Câmara Municipal”. Faltando uma semana para as eleições fui almoçar com o amigo Genilson da Malhada quando coincidentemente nos encontramos com o parlamentar Marcos e ele disse: “Tenho vontade de lhe dizer uma coisa agora mas não posso falar, mas no dia 1º de janeiro, lhe direi”.

Essas manifestações do vereador, era de conhecimento do grupo do prefeito Sobrinho, mas acreditava-se tratar apenas de uma afirmativa de desejo. Porém, com a verdade revelada começa-se a questionar: Por que o vereador Marcos de Zumbi não se manifestava de que queria ser presidente? Por que Marcos de Zumbi participava de todas as reuniões, inclusive com exposição de fotografias em todos os momentos e sempre ficava em silêncio estratégico.

Ainda sobre o tema, o vereador Luís Lucindo, decano da Casa Legislativa alagoagrandense, ao fazer o uso da palavra citou a traição sofrida pelo prefeito de Bayeux e, de forma indignada, ainda chegou a dizer em seu discurso que havia assinado junto com os vereadores Marcos e Adriano um documento de apoio às candidaturas de Fernando Fortunato e Cláudio Barbosa.

O deputado Bosco Carneiro, que fez um discurso produtivo quando anunciou boas novas para o município, também declarou que se sentia politicamente traído, enquanto que o prefeito Sobrinho, ao proferir suas palavras de agradecimento ao povo alagoagrandense pela exímia vitória, também chegou a lembrar frases ditas pelo seu velho pai de que “o homem tem que ter palavras”, numa nítida referência à postura tomada pelo vereador e agora presidente, Marcos.

Foi realmente um desfecho surpreendente, mas lamentável, cujo maior perdedor foi o próprio Marcos de Zumbi que mesmo tendo sido eleito presidente para o primeiro biênio do Poder Legislativo, carregará consigo, para sempre, a marca de um político conspirador e traidor; e o pior, num momento histórico, pois foi a primeira vez que uma posse foi transmitida ao vivo para o mundo inteiro, daí a grande repercussão nas redes sociais.

Marcos aliado aos vereadores de oposição em Alagoa Grande (Foto: Reprodução do Facebook).

Na opinião de vários intelectuais, professores, advogados, religiosos, universitários, e até políticos dessa Era Moderna, o ato praticado pelo agora presidente da Câmara Municipal de Alagoa Grande, Marcos de Zumbi, foi deveras escuso e não coaduna com o seu passado de homem público que dispunha de toda confiança das lideranças políticas do município.

A propósito, nas redes sociais do brejo da Paraíba, os maiores comentários foram sobre a forma como Marcos de Zumbi chegou à presidência da Câmara Municipal de Alagoa Grande, em sua maioria, comentário pejorativos. Se utilizar dos mesmos modus operandi da velha política em plena época de Internet é muita ousadia. Queríamos que fosse cômico, mas foi triste e decepcionante.

Talvez seja o começo do fim político de uma personalidade pública que mesmo tendo saído ‘vitorioso’ de vaidade, sai desmoralizado; pois jogou no esgoto toda a confiança recebida não só pelo prefeito Sobrinho, mas sobretudo pelo deputado Bosco Carneiro, quem lhe deu as mãos nos seus momentos políticos mais difíceis.

A atitude do vereador Marcos de Zumbi só envergonha a todos nós, pois dá um mau exemplo aos jovens de como se deve proceder na política.

Será que alguém que pratica um ato desse ainda terá a confiança de quem faz política em Alagoa Grande? Nos tempos atuais, políticos que se comportam dessa maneira tendem a se sucumbir de uma vez, pois todo tempo irá ser lembrado e cobrado pela população.

O presidente da Câmara Municipal de Alagoa Grande encontra-se totalmente desgastado perante as principais lideranças políticas e pela população que não consegue digerir a traição praticada. Diante de tudo isto, só nos resta esperar quais as consequências dessa traição… Parece que o ano de 2021 começou cheio de surpresas políticas. E quem conhece o Prefeito Sobrinho sabe: a palavra vale ouro. Então vem faísca por aí. “Olho por olho, dente por dente”.

Opinião do jornalista Gildo Araújo.