Opinião: Presença de Marcus na Câmara dita relação com vereadores

Marcus prestando atenção nas respostas da secretária Harlanne (Foto: Raelson Galdino).

A Câmara de Guarabira ganhou destaque na imprensa, principalmente, nos últimos dias, após o comportamento inesperado do bloco que deveria dar sustentação a gestão do prefeito Marcus Diôgo (PSDB). Na prática, a bancada acabou se rebelando contra a administração municipal, tornando-se uma “oposição” na estrutura do governo.

Cobraram a presença da Secretária Municipal de Saúde, Harlanne Herculano, que acabou comparecendo a Casa Osório de Aquino nesta terça-feira (23). A sua ida a Câmara só aconteceu após a bancada, que deveria lhe defender, criticar o seu trabalho e o seu comportamento “atencioso” com o bloco.

O que surpreendeu os parlamentares foi a presença, inesperada, do prefeito Marcus Diôgo (PSDB). O comparecimento de Marcus só demonstra o total respeito e a confiança que existe no trabalho desempenhado por Harlanne. O gestor estava em sintonia com a secretária, conversava e passa informações complementares durante a sua sabatina.

Os vereadores não se intimidaram, não recuaram e questionaram a secretária. É possível afirmar, Harlanne permanecerá a frente da pasta, apesar do clima estável com o bloco, porém, conta com o apoio do chefe. Marcus pretende investir todas ás suas fichas no trabalho dela.

É bastante cedo para qualquer avaliação antes do período de 100 dias, tempo apropriado para mergulhar nas ações, cobrar, elogiar e enfatizar o verdadeiro sentindo do serviço público. Harlanne se encontra à frente da Secretaria Municipal de Saúde há apenas 55 dias, é apenas o início do ciclo administrativo numa clara tentativa de encontrar o caminho certo e deixar o ambiente da forma que tanto planejou.

É imprevisível descrever como será a relação entre o bloco e o prefeito Marcus. Se pretendiam cobrar atenção do gestor, acabaram encontrando, porém, ficou bastante fragmentada. O próximo passo é juntar os estilhaços e buscar a pacificação, tentar restabelecer a paz e a harmonia entre governo e bancada. É possível isso acontecer, dependerá bastante do interesse de todos os envolvidos.

Opinião
Raelson Galdino