Ministro diz que munições usadas no assassinato de vereadora do Rio foram roubadas dos Correios da Paraíba

Vereadora Marielle Franco (PSOL) foi a quinta mais votada no Rio de Janeiro, nas eleições de 2016.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que as munições utilizadas no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite da última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro, foram furtadas há anos da Polícia Federal. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (16), e disse que um dos roubos foi cometido aos Correios da Paraíba.

De acordo com Jungmann, outra quantidade das munições foi roubada por um escrivão na Superintendência da PF do Rio de Janeiro, inclusive, já responde a um inquérito pelo crime cometido. O ministro disse ainda que a PF já abriu mais de 50 processos investigatórios ao longo dos anos.

Veja abaixo fatos do crime contra a vereadora Marielle Franco (PSOL).

Marielle Franco era, desde 28 de fevereiro, a relatora de uma comissão da Câmara dos Vereadores criada para fiscalizar a intervenção, com o poder de aprovar relatórios e providências contra militares e policiais.

A vereadora também denunciou quatro dias antes a truculência da Polícia Militar no bairro de Acari, na periférica Zona Norte do Rio. Foi com esse contexto em mente que muitos apoiadores de Marielle acreditam que policiais são os principais suspeitos do assassinato.

As circunstâncias indicam que foi uma execução planejada, uma hipótese com a qual a Polícia Civil já trabalha. Foram nove tiros no carro, sendo que quatro atingiram a cabeça da vereadora. Nada foi levado após o crime.