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Política

Em ruínas: Câmara de Municipal de Sapé gasta mais do que arrecada e diárias ultrapassam R$ 33 mil

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Os gastos altíssimos com viagens, diárias e despesas chamam a atenção na Câmara Municipal de Sapé, Zona da Mata paraibana. O poder mirim é presidido pelo vereador Jonhy Rocha (foto) em apenas 9 meses pagou R$ 41 mil reais com materiais gráficos.

Os dados foram publicados no Blog do Ninja, e revela que foram gastos cerca de R$ 35 mil nas despesas de materiais de expedientes. A publicação aponta ainda que o presidente, assessores e vereadores utilizaram cerca de R$ 22 mil na compra de passagens aéreas, inclusive, voos para a Capital Federal.

O mais surpreendente apontado, é que mais de R$ 33 mil foram pagos de diárias, onde R$ 9,4 mil foi recebido pelo presidente da casa. Segundo a publicação, o duodécimo da Câmara é de R$ 250 mil, desse montante, apenas R$ 257, 70 contaram no caixa da casa legislativa em agosto, enquanto R$ 1.298,56 constou no mês de setembro.

Confira abaixo a publicação.

Elevados gastos com viagens, diárias e despesas com materiais gráficos e de expediente, tem comprometido as finanças do parlamento mirim de Sapé.

A conta não fecha na contabilidade da Câmara de Sapé, literalmente, até o contador da edilidade está com seus vencimentos atrasados. Somente com confecção de material gráfico os gastos superaram a monta de 41 mil reais em apenas 9 meses.

As despesas com materiais de expediente também são bem elevadas, já foram pagos mais de 35 mil reais.

As muitas viagens à Capital Federal, realizadas pelo Presidente da
Casa, assessores e vereadores, tem tido um forte impacto no balanço financeiro da câmara, haja vista que só com passagens aéreas a conta já passa dos 22 mil reais, somando-se a esse montante os custos suportados com as diárias que ultrapassam os 33 mil reais, desses 9,4 mil recebidos apenas pelo presidente, Jonhy Rocha, totalizando gastos de mais de 55 mil reais com viagens.

Os números da Câmara Municipal da cidade de Sapé impressionam tanto pela vultuosidade das despesas, quanto pelas cifras, praticamente insignificantes, das reservas de disponibilidades do parlamento, o poder legislativo que recebe duodécimos mensais de mais de 250 mil reais, manteve em caixa nos últimos meses, meros R$ 257,70 em agosto e R$ 1.298,56 no mês de setembro, de acordo com as informações constantes do Sagres. Em total discrepância aos saldos das contas da câmara, temos as despesas empenhadas e não pagas, estão contabilizadas no próprio portal da transparência da Câmara, restos a pagar de mais de 61 mil reais.

Situação ainda mais preocupante encontra-se quanto aos valores retidos pela edilidade nos contracheques dos servidores e prestadores de serviços da Câmara Municipal, referente aos descontos de Imposto de Renda, os quais estão sendo regularmente descontados, porém não estão sendo repassados, como preceitua a Legislação, ao Poder executivo.

O mesmo acontecendo com o Imposto sobre Serviços de qualquer natureza, o ISS, que apesar da retenção pela Câmara, não está havendo o devido recolhimento aos cofres do município. Com o descumprimento e o consequente não repasse dos valores retidos, a dívida do parlamento com o executivo municipal já ultrapassa os 40 mil reais.

Contrariando a recomendação de manter aprovisionado o valor correspondente a 1/12 avos da folha de pagamento dos servidores para assegurar o pagamento do 13º salário, a gestão da Câmara de Sapé, tem se mostrado imprudente quando além de não possuir saldos suficientes para honrar os compromissos assumidos, deixa de contingenciar recursos para garantir a efetividade do pagamento da folha extra referente ao 13º salário de seus servidores.

Conseguirá o presidente Jonhy Rocha honrar os compromissos com os credores, mais de 60 mil atrasados, repassar a prefeitura os valores referentes aos impostos recolhidos e não repassados, outros 40 mil, e ainda pagar o décimo terceiro dos servidores? 

 

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