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Crise no Fluminense: Cristóvão já balança, pouco dinheiro irrita elenco e diretor é fritado

A derrota para a Chapecoense foi quase a gota d’água para Cristóvão Borges no Fluminense. Em queda livre no Campeonato Brasileiro, após duas derrotas e um empate nas três últimas partidas, o Tricolor já pensa na demissão do treinador. O técnico é alvo de processo de fritura interna e pode ser dispensado em caso de derrota domingo, contra o Sport, no Maracanã.

A cada jogo, Cristóvão perde um pouco do grupo. O barco começou a afundar com o retorno de Fred, depois da Copa do Mundo, e a sua indigesta tarefa de escolher entre mudar uma formação que vinha dando certo e barrar não apenas o principal astro do time como também seu principal líder.

O resultado disso foi a queda de produção em campo. Do nada, o futebol vistoso foi trocado por três partidas sem vencer no Brasileiro e a queda do segundo para o quinto lugar. Cristóvão já está ameaçado, caso a equipe perca a terceira partida seguida.

O próprio presidente Peter Siemsen, que recentemente encheu o treinador de elogios em entrevista, já considera a possibilidade de dispensá-lo. Nos bastidores, um nome livre no mercado é do agrado tanto de Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol, quanto de Fred: Enderson Moreira, que trabalhou nas Laranjeiras em 2011, trazido por Bittencourt. Coincidência ou não, ele é empresariado por Francis Mello, também responsável pela carreira do camisa 9.

Dinheiro curto deixa clima ainda pior

Além da crise entre técnico e jogadores, o grupo está estremecido com a diretoria. A cobrança do grupo em relação ao pagamento da premiação por vitórias e renovação de contrato de alguns jogadores deixou o ambiente instável.

O Fluminense acertou o pagamento de premiação a cada três partidas, mas ficou sem condição de saldar o compromisso depois de a Unimed se recusar a compor o prêmio. A promessa de pagamento integral no fim da temporada não foi bem digerida pelo grupo, vacinado depois da longa demora com que a diretoria pagou a premiação referente à conquista do Brasileiro de 2012.

Não apenas a forma, mas também o valor acertado ainda antes da Copa ficaram aquém do esperado pelos jogadores, acostumados a injeções financeiras generosas do patrocinador. O problema é que Celso Barros, pressionado na cooperativa, fechou a torneira e não tem previsão de abri-la novamente.

Isso tem dificultado demais as conversas para renovação do contrato de alguns jogadores entre os mais importantes do grupo, como o goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Gum e o lateral-esquerdo Carlinhos. A situação indefinida tem deixado os jogadores insatisfeitos. Sem a Unimed, a diretoria perde poder de barganha e as conversas estão travadas.

Pressão sobre diretor de futebol cresce

Com o Fluminense desprovido de recursos, sem o socorro rotineiro da Unimed, Paulo Angioni já é contestado nos bastidores das Laranjeiras. O dirigente foi contratado por indicação de Celso Barros, que desejava ter um homem de sua confiança no departamento de futebol, mas seu salário de aproximadamente R$ 100 mil é bancado integralmente pelo Tricolor.

O gasto com o gestor é questionado por outros dirigentes. Um dos insatisfeitos seria o vice-presidente de projetos especiais, Pedro Antônio Ribeiro, novo  braço direito de Peter Siemsen desde a demissão de Jackson Vasconcelos. O ex-assessor da presidência, inclusive, apesar de desligado do clube oficialmente, continua recebendo o Peter Siemsen em sua sala para reuniões sobre a gestão do Tricolor.

Angioni, ao lado de Mário Bittencourt, tem tocado as conversas sobre renovações de contratos. A falta de definições tem desagradado tanto a alta diretoria quanto os jogadores.

Na crise, o silêncio

Depois que os bons resultados em campo sumiram e questões de bastidores começaram a se tornar públicas, como o descontentamento com a falta de pagamento das premiações e com a demora para a renovação dos contratos, os principais dirigentes do Fluminense se tornaram praticamente incomunicáveis. O presidente Peter Siemsen se pronunciou através de nota oficial a respeito dos atos violentos dos torcedores no aeroporto Santos Dumont, na última quinta-feira.

Já Mário Bittencourt, procurado pela reportagem para dar sua versão do momento de crise do Tricolor, não respondeu às ligações.

Com Jornal Extra 

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