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Hulk doa camisa 7 da Seleção a Museu dos Três Pandeiros e diz que ainda sonha em disputar próximo mundial em 2018

 Hulk doa camisa 7 da Seleção a Museu dos Três Pandeiros e diz que ainda sonha em disputar próximo mundial em 2018
Em sua primeira visita a terra natal Campina Grande após a Copa do Mundo, o atacante da Seleção Brasileira Hulk falou sobre seus projetos para o futuro, do preconceito contra os nordestinos, do desempenho da Seleção Brasileira  no Mundial e do desejo de voltar a vestir a camisa 7 da Canarinha em 2018 na Rússia.

Hulk que saiu de Campina Grande aos 13 anos, veio fazer a doação da  camisa 7 da Seleção Brasileira, ao Museu de Arte Popular, conhecido também como Museu dos Três Pandeiros. A entrega da camisa que foi utilizada na Copa do Mundo, aconteceu às 16h, no Museu, com a presença do prefeito Romero Rodrigues do reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, vários vereadores e a imprensa.

Hulk iniciou a entrevista coletiva, falando do preconceito que ainda existe contra o nordestino. Ele disse que como Paraibano superou muitos desses preconceitos, tornando-se um vencedor dentro de hora de campo. De forma humilde, lembrou de suas dificuldades na infância, mas destacou que com fé em Deus, conseguiu superar tudo, e vencer na vida. “Eu nasci no José Pinheiro, tive tudo para trilhar por caminhos errados, mas meus pais me ensinaram o caminho do bem. Agradeço a Deus e a eles pelo que sou” agradeceu.

O paraibano fez menção  a pergunta feita pelo repórter da TV Interativa Leonardo Baran, sobre o lado engraçado do nordestino, e disse que  rebateu a forma como o questionamento foi feito pelo jornalista, no intuito de defender a região. “Eu disse a ele que somos engraçados porque somos felizes e vivemos bem. Temos o amor da família e dos amigos. Somos felizes por isso. Não é para fazer graças com ninguém” disse.

Indagado sobre o seu futuro, Hulk disse que mesmo com o fracasso da Seleção Brasileira na Copa, ele, está muito motivado e espera reeditar boas atuações no Zenit da Rússia, Zenit da Rússia, o seu atual clube o onde vai disputar a Liga dos Campeões. Ele também disse que espera fazer parte da próxima convocação da Seleção e disputar o mundial de 2018 na Rússia. “Vou continuar realizando o meu trabalho na esperança de voltar a vestir sim a camisa da Seleção Brasileira e dá alegria ao nosso povo” afirmou.

O atacante se posicionou contrário a possibilidade da CBF escolher um técnico estrangeiro para comandar a Seleção Brasileira, e lembrou que historicamente, um técnico do Brasil sempre treinou a Canarinha. O craque de Campina Grande e do Zenit, observou que as grandes potências do futebol mundial nunca precisaram importar treinadores.

“As quatro maiores potências do mundo, o Brasil, a Itália, a Alemanha e a Argentina nunca tiveram um técnico estrangeiro. Acho que o próximo treinador tem que ser brasileiro com experiência e que conheça bem o nosso futebol” lembrou.

Fazendo uma avaliação do seu desempenho dentro de campo, na Copa do Mundo, Hulk disse que procurou fazer o máximo para levar o Brasil a conquista do hexacampeonato. “Infelizmente não conseguimos o hexa mas a vida é assim mesmo. Temos vitórias e derrotas” disse.

Em relação ao comportamento da seleção como um todo, e o que deu errado no sonho da conquista do hexa, Hulk disse que era difícil encontrar uma explicação. Mesmo mantendo o sorriso e o bom humor, ele não escondeu a decepção pelo fracasso. “Foi uma decepção para todos. Tivemos a oportunidade de jogar um mundial em nosso país. Um mundial muito bonito, mas para ser perfeito o Brasil precisaria ter vencido. Não vencemos porque não merecemos  observou.

Questionado  sobre o seu time do coração na Paraíba, Hulk confessou que torce pelo Treze devido ao seu pai que sempre o levava para os jogos do Galo no PV. No entanto, torce pelo sucesso de todos os times da Paraíba, tendo inclusive, vibrado na Rússia quando o Campinense conquistou a Copa do Nordeste em 2013.

A camisa doada por Hulk foi solicitada por um congressista paraibano, ao final dos jogos das oitavas de final da Copa do Mundo 2014, para ficar em exposição e também fazer parte do acervo do Museu. O pedido foi prontamente aceito pelo jogador.

Na camiseta autografada pelo atacante consta a seguinte dedicatória: "Para manter o feito do meu trabalho eternizado com amor e carinho pela minha Campina Grande. Me sinto orgulhoso por ser paraibano". Para Hulk, a entrega da camisa é realmente uma demonstração do carinho que tem pela sua terra. "Muitos paraibanos me agradecem, mas eu é que quero agradecer e queria poder ter milhares de camisas para dar a cada paraibano, mas deixo essa assinada de coração como agradecimento a todos", afirmou.

De acordo com o reitor da UEPB, Rangel Júnior, a peça doada tem um vínculo com o propósito do Museu de Arte Popular. "Sendo o futebol uma das grandes artes populares do Brasil, a gente pode estimular as pessoas a resgatarem de fato aquilo que já foi visto como uma arte. Para Campina Grande, é um orgulho ter um atleta da qualidade de Hulk, que ainda faz arte com futebol", ponderou.

Para o prefeito, a atuação de Hulk na seleção foi exemplar. "Se todos os jogadores tivessem se comportado como você, talvez tivéssemos outro resultado", avaliou. Romero finalizou o discurso parabenizando o atleta pelo desempenho ao longo da carreira.

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